"A escada para o Reino dos Céus está escondida em tua alma. Mergulha para dentro dos pecados que estão em ti mesmo e, assim, encontrarás ali uma escada pela qual poderás ascender" Isaac de Nínive.
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Obs.: Abaixo, tradução do versículo bíblico para outras línguas:

"POR ISSO A ATRAIREI, CONDUZI-LA-EI AO DESERTO E FALAR-LHE-EI AO CORAÇÃO" Oséias 2,16
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Os Vícios segundo a tradição Monástica





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A doutrina dos oito vícios é um capítulo interessante da psicologia monástica. Foi desenvolvida, sobretudo, por Evágrio Pôntico e Cassiano, mas aparece também em Clímaco, em Máximo Confessor e em outros. Nela se distinguem estes oito vícios: gula, luxúria, cobiça, tristeza, ira, acídia (preguiça), vaidade e orgulho.

A cada um destes oito vícios Evágrio atribui um demônio, que determina suas características. Nem todos provocam os mesmos pensamentos. Um provoca pensamentos de cobiça, outro pensamentos de orgulho. Nisto os demônios se distinguem também de acordo com sua espécie. Alguns são leves e atacam de repente - por exemplo, o demônio da luxúria. O demônio da acídia, pelo contrário, é pesado e pouco a pouco oprime a alma com sua força cada vez maior.

A estrutura dos oito vícios se dá de acordo com a tríplice divisão da alma segundo Platão. Os três primeiros vícios são atribuídos à parte dos desejos (epithymia), os três seguintes a parte excitável ou emocional (thymos), e os dois últimos a parte espiritual (nous).

Os três primeiros vícios - GULA, LUXÚRIA e COBIÇA - são instintos básicos fundamentais. Poderíamos atribuí-los a fase oral, anal e fálica no desenvolvimento da primeira infância. Estes instintos fazem parte da natureza humana, e não nos é possível simplesmente eliminá-los. Eles têm que ser integrados, é preciso que lhes seja imposta a reta medida.

Os três vícios seguintes - TRISTEZA, IRA e ACÍDIA - são estados negativos de ânimo, muito mais difíceis de ser superados. Estes estados não se deixam dominar como os instintos. O reto convívio com eles exige um equilíbrio da alma e uma maturidade interior, a que só podemos chegar quando nos ocupamos honestamente com os pensamentos e os estados de ânimo, e quando “nos abrimos” sem reservas para Deus.

Mais difícil ainda é combater os dois últimos vícios - VAIDADE e ORGULHO -, porque o espírito é o mais difícil de ser domado. Aqui é onde com mais facilidade os demônios podem enganar alguém.
A respeito dos oito vícios Evágrio fala de diferentes maneiras. Ele pode falar de impulsos e estados de ânimo, ou de pensamentos de cobiça ou de ira, ou então falar do demônio da cobiça, do demônio da ira. Ele, por conseguinte, personifica o vício. É como se fosse um interlocutor autônomo, um demônio que tenta alguém e que procura impeli-lo para um instinto, para uma emoção ou para uma cegueira espiritual. E cada um dos oito demônios possui sua técnica própria. O fato de identificar os demônios com os oito vícios mostra mais uma vez que na demonologia de Evágrio não se trata tanto de fenômenos extraordinários, como possessão, mas sim do elemento tenebroso e mau que cada pessoa experimenta em si, da luta contra as falsas atitudes interiores que procuram se estabelecer em nós, desta maneira criando obstáculos a nossa abertura para Deus. Evágrio descreve um por um os oito demônios que se encontram por trás dos diversos vícios.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Oração da Tarde - Laudes Vespertinae




Ofício de Vésperas* 
(Em Francês)



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* Louvor da Tarde. É o nome eclesial que se dá à oração que se faz ao cair da tarde, Laudes Vespertinae.
 
Já no Judaísmo antigo, os crentes se reuniam para a oração matutina e vespertina, e tinham salmos e cânticos adequados a essas horas. Também os cristãos, inicialmente, talvez por devoção pessoal e, mais tarde, como oração oficial da comunidade, organizaram a oração matutina de Laudes, sobretudo a partir do século IV.

O último dos salmos desta hora toma-se de entre os chamados laudes ou louvores (sobretudo, os Salmos 148-150), que assim dão o seu tom laudativo, enquanto que o primeiro costuma ser um dos que falam da manhã ("Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro […]").

O Concílio recomendou que "as Laudes, como oração da manhã, e as Vésperas, como oração do entardecer, duplo eixo do ofício quotidiano segundo a venerável tradição de toda a Igreja, devem considerar-se as Horas principais e celebram-se como tais" (SC 89), e, sendo possível, com a participação do povo, de modo que se convertam em oração da comunidade cristã (cf. IGLH 40).

"O Ofício de Laudes destina-se a santificar o tempo da manhã… Esta Hora, recitada ao despontar da luz de um novo dia, evoca também a Ressurreição do Senhor Jesus, a luz verdadeira que ilumina todos os homens, o “Sol de Justiça”, o 'Sol nascente que vem do alto'" (IGLH 38).

Na estrutura actual de Laudes (cf. IGLH 41-45) reflectem-se bem estas conotações da luz, da ressurreição, do início da jornada: nos hinos, nos salmos, nas leituras breves, no cântico do Benedictus (o sol que nasce do alto), nas preces de invocação e oferecimento da jornada, e na oração conclusiva, depois do Pai-Nosso. Antes, se não se fez já no ofício de leitura, pode-se rezar ou cantar o Salmo Invitatório.


# Fonte: Liturgia das Horas

Oração da Manhã - Laudes Matutinae



 Ofício de Laudes*
(Em Francês) 


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* Em latim, significa 'louvores'. É o nome que se dá à oração eclesial que se faz pela manhã, laudes matutinæ.

Já no Judaísmo antigo, os crentes se reuniam para a oração matutina e vespertina, e tinham salmos e cânticos adequados a essas horas. Também os cristãos, inicialmente, talvez por devoção pessoal e, mais tarde, como oração oficial da comunidade, organizaram a oração matutina de Laudes, sobretudo a partir do século IV.

O último dos salmos desta hora toma-se de entre os chamados laudes ou louvores (sobretudo, os Salmos 148-150), que assim dão o seu tom laudativo, enquanto que o primeiro costuma ser um dos que falam da manhã ("Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro […]").

O Concílio recomendou que "as Laudes, como oração da manhã, e as Vésperas, como oração do entardecer, duplo eixo do ofício quotidiano segundo a venerável tradição de toda a Igreja, devem considerar-se as Horas principais e celebram-se como tais" (SC 89), e, sendo possível, com a participação do povo, de modo que se convertam em oração da comunidade cristã (cf. IGLH 40).

"O Ofício de Laudes destina-se a santificar o tempo da manhã… Esta Hora, recitada ao despontar da luz de um novo dia, evoca também a Ressurreição do Senhor Jesus, a luz verdadeira que ilumina todos os homens, o “Sol de Justiça”, o 'Sol nascente que vem do alto'" (IGLH 38).

Na estrutura actual de Laudes (cf. IGLH 41-45) reflectem-se bem estas conotações da luz, da ressurreição, do início da jornada: nos hinos, nos salmos, nas leituras breves, no cântico do Benedictus (o sol que nasce do alto), nas preces de invocação e oferecimento da jornada, e na oração conclusiva, depois do Pai-Nosso. Antes, se não se fez já no ofício de leitura, pode-se rezar ou cantar o Salmo Invitatório.


# Fonte: Liturgia das Horas

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